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Covid-19: três agências da Caixa são fechadas no Maranhão por suspeita de contaminação de bancários

Agencia da Caixa em Imperatriz 2.jpg

 

Três agências da Caixa Econômica Federal precisaram ser fechadas por suspeitas de contaminação de bancários pela Covid-19, no Maranhão. A informação é da Associação do Pessoal da Caixa Econômica do Maranhão (Apcef/MA), órgão que representa os trabalhadores da Caixa no estado.

De acordo com a Apcef/MA, as agências que precisaram ser fechadas passaram por higienização e, em algumas situações, troca de equipes. No Maranhão, foram suspensas as atividades de duas unidades em Imperatriz: a de número 644, uma das maiores do país, fechada nesta quinta-feira (14); e a unidade Rio Tocantins, fechada na última quarta-feira (13). Na segunda-feira (11), a agência do município de Açailândia também teve o funcionamento suspenso. Estas três unidades prestam atendimento a todo o sudoeste maranhense e também para parte da região conhecida como "Bico do Papagaio" (sul do Pará e norte do Tocantins).

"Todos os dias tomamos conhecimento de colegas da Caixa e prestadores sendo afastados do ambiente de trabalho por testarem positivo ou suspeita de Covid-19, muitas filas e aglomerações nas agências", afirma Giselle Menezes, presidente da Apcef/MA. "Na próxima semana começa o pagamento da 2ª parcela do Auxílio Emergencial, e continuamos sem uma campanha de informação à população. Lamentamos também a centralização do pagamento do benefício nas agências da Caixa. Essa falta de planejamento vem prejudicando os milhões de brasileiros que necessitam dos recursos e também os trabalhadores da Caixa, que estão arriscando suas vidas com a enorme concentração de pessoas nas agências", ressalta a presidente.

Protocolos 
A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE-Caixa) vê como essencial o rigoroso cumprimento, pelo banco, dos protocolos de prevenção e enfrentamento à pandemia do coronavírus. As normas foram estabelecidas graças a reivindicações da Fenae, da CEE, do Comando Nacional dos Bancários, da Contraf-CUT e de outras instâncias do movimento sindical.

“Não é momento de abrandar os protocolos. É momento de fortalecer a prevenção e a promoção da saúde dos trabalhadores da Caixa”, afirma o coordenador da CEE, Dionísio Reis, ao defender que os empregados sejam submetidos à testagem para a Covid-19 e que o home office seja respeitado para as situações acordadas; principalmente, no caso de bancários em grupo de risco.

Os protocolos estabelecem, por exemplo, que quando houver nas agências casos confirmados ou suspeitos da doença, a medida adotada deve ser o afastamento imediato do trabalhador e a adoção de quarentena inicial por cinco dias, podendo ser estendida para 14 dias. No caso de empregados ou terceirizados com sintomas da Covid-19, a agência deve ser fechada para higienização por uma empresa contratada. A unidade pode ser aberta após a desinfecção se todos os trabalhadores forem substituídos. 

 

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